Maricá/RJ,

1ª EDIÇÃO DA “LER” – SALÃO CARIOCA DO LIVRO - 2016


Entre os dias 17 e 20 de novembro/2016, dentro da programação da Feira Internacional do Livro
para Crianças de Xangai (China), acontecerá também,o 1º Seminário Internacional de Literatura Brasileira para Crianças e Jovens – Imagens e Palavras sem Fronteiras.

O evento, organizado pelo Centro de Leitura Quindim, liderado por Volnei Canônica, tem por objetivo aproximar dos países orientais a produção literária brasileira para crianças e jovens e mostrar a diversidade e a qualidade dos artistas brasileiros que ao longo de décadas se dedicam ao universo simbólico da palavra e da imagem. “Além de contribuir para termos um Brasil de leitores, queremos que a literatura produzida aqui ganhe, cada vez mais, espaço no mercado editorial internacional e que universidades, escolas e pesquisadores trabalhem com a nossa literatura. Precisamos ultrapassar fronteiras e fazer com que a literatura infantil brasileira seja também apreciada nas demais nações. Esse é mais um de nossos compromissos no campo da promoção da leitura”, ressaltou Volnei Canônica.

Programação completa em:


Obs.: Volnei Canônica – colunista do PublishNews e ex-diretor do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca do Ministério da Cultura (MinC), mantém o Centro de Leitura Quindim.

ABAIXO-ASSINADO: “CEGOS PODEM PERDER DIREITO À LEITURA. ISSO É CRIME !!!”


Caros amigos, a Lei Brasileira da Inclusão, 13.146/2015, em vigor no Brasil desde janeiro de 2016, trouxe significativo avanço na questão da independência do acesso aos livros para pessoas cegas ou com baixa visão nos Artigos 42 e 68. Independência esta que perseguimos desde 2004 quando iniciamos esse movimento, o MOLLA. Porém, Nem bem começamos a desfrutar dessa liberdade, já se cogita alteração nessa Lei para atender o lobby de instituições que sempre monopolizaram a leitura para pessoas com deficiência visual. Nesse sentido publicamos petição pública pedindo apoio para combatermos essa ameaça. Temos certeza que com a ajuda dos amigos vamos conseguir. Para quem já assinou, pedimos que repercutam em suas redes, pois todo apoio é fundamental.

Assinar nossa petição em:


Agradecemos a todos pela ajuda.

MOLLA Movimento pelo Livro e Leitura Acessíveis.

Agradável conversa sobre originais reúne autor e editoras da Canteiros Editora


Maria Regina Moura, Dilméia Freitas, Tião Freitas e
 Patrícia Custódio, em novembro/2014

Tião Freitas, em novembro/2014
Um alegre encontro reuniu, mais uma vez, o escritor Tião Freitas; sua mulher, Dilméia Freitas e as escritoras e editoras Maria Regina Moura e Patrícia Custódio, da Canteiros Editora, na residência do escritor, para atualizarem dados sobre o Projeto Editorial e prosseguirem traçando coordenadas para publicação de mais um trabalho do contista.

O escritor é autor de uma biografia sobre Pedro II e outra sobre o Marechal Rondon; participou da antologia de poemas “Sextante” e da coletânea intitulada “De amor e sertão”, publicada em Sobral/Ceará.
O mascote de Tião Freitas
A atual coletânea de contos reflete muito bem o amadurecimento literário de Tião Freitas, que é advogado vitorioso e jornalista de imensa bagagem, tendo passado pela Manchete Rural, pelo Globo Rural, pela Editora Abril, além de ter sido repórter de O Globo e do Jornal do Brasil.
Um encontro anterior, sobre o mesmo Projeto Editorial aconteceu em Praia Seca/Araruama, no 1º semestre deste ano, e os quatro passaram um agradável dia conversando muito, trocando ideias sobre tudo, sobre livros, literatura e vários outros assuntos do cotidiano. Entretanto, os temas principais, foram os excelentes contos de Tião Freitas, os detalhes de seu novo livro e o maravilhoso peixe preparado por Dilméia.

A Canteiros Editora encontra-se animadíssima com o novo Projeto Editorial, que vem enriquecer seu Catálogo.

Início de conversa, em abril de 2014. Tião Freitas, Dilméia Freitas,
Maria Regina Moura e Patrícia Custódio






O escritor Carlos Nardin almoça com Canteiros Editora


Maria Regina Moura, Felipe Cabecinho,
Patrícia Custódio e Carlos Nardin
Aconteceu na tarde de 31 de outubro de 2014 o encontro do escritor Carlos Nardin, no Restaurante e Pizzaria Milano (Itaipuaçu - Maricá/RJ), com as editoras e escritoras Maria Regina Moura e Patrícia Custódio que passaram uma tarde agradável entre conversas e reunião em torno do segundo livro do escritor Carlos Nardin, no prelo.

Recepcionados pelo casal Felipe Cabecinho e Margarete Ferreira, que ganharam de presente a obra do escritor Carlos Nardin, “O Comandante Bahia.”


Foi o primeiro passeio do escritor a Itaipuaçu em Maricá/RJ..

Felipe Cabecinho, Margarette Ferreira e Carlos Nardin

Africanos foram condenados a se reinventar, diz Joel Rufino na Bienal do Livro


A 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura prosseguiu hoje (15) com foco na discussão sobre a diáspora
africana e a construção do país. Oportunidade em que o historiador, professor e escritor Joel Rufino dos Santos ressaltou que “a diáspora está na própria essência da história da humanidade”, com destaque para a especificidade da migração negra: de condenação a se reinventar.

Segundo ele, “os africanos que se espalharam pelo mundo, especialmente pelas Américas e pelo Brasil, em particular, foram condenados à reinvenção. Já não puderam prosseguir com seus valores, língua, religiões e visões de mundo, como em seu continente de origem”.

Joel Rufino avaliou que essa reinvenção ganhou tons ainda mais evidentes no Brasil, país formado por migrações, na maior parte das vezes forçadas, e que hoje tem o maior número de pessoas originárias da África fora daquele Continente. De acordo com ele, a diversidade cultural e religiosa do país é uma marca evidente dessa reinvenção, que ajuda a explicar o tratamento dado pelos brasileiros aos outros povos: “Talvez, de toda essa reinvenção do africano no Brasil, o elemento que ele mais guardou tenha sido a habilidade de incluir o outro”. Uma inclusão que não se dá sem resistência, segundo ele.

Questionado sobre a exclusão dos negros dos territórios, em especial das grandes cidades, nos dias atuais, ele defendeu que “qualquer política pública ou privada no Brasil tem a ver com a presença dos negros, das comunidades negras”, e destacou o crescimento da intolerância religiosa como um dos empecilhos para que “o desejo de igualdade racial, que é uma ideia, vire uma crença, uma cultura”.

Participante do debate, o geógrafo e coordenador dos Projetos Geografia Afro-Brasileira: Educação e Planejamento do Território, Rafael Sanzio, acrescentou que as diásporas continuam existindo, seja da população estrangeira, que vê no Brasil um lugar de possibilidades de trabalho - no bairro, em espaços rurais - ou mesmo em uma feira de livros, onde é perceptível a ausência de escritores negros. “A África brasileira existe, a questão é a visibilidade”, disse, ao lembrar a dificuldade para que o ensino da história africana começasse a ser introduzido nas escolas.

Apostando no processo educativo para romper com a invisibilidade dos negros na história oficial, Sanzio estudou, ao longo de 20 anos, as migrações negras, um trabalho que acaba de ser publicado pela editora da Universidade de Brasília (UnB). O Atlas ÁfricaBrasil mostra os fluxos dos povos originários de diversos países e elucida a diversidade étnica dos africanos que foram escravizados nas Américas. O estudo parte da cartografia e da fotografia para mostrar um panorama das referências africanas no território brasileiro. Sanzio aposta que, com informação, “o Brasil possa ultrapassar essa invisibilidade da matriz africana em nosso país”. A publicação está disponível no estande da UnB, na Bienal do Livro.

Editor: Stênio Ribeiro

Fonte: http://www.ebc.com.br/

Ariano Suassuna é homenageado na 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura


O escritor Ariano Suassuna foi homenageado, nesta terça-feira (15), na 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura. No último fim de semana, o uruguaio Eduardo Galeano também recebeu homenagem pela trajetória política e literária. A noite de hoje contou com o sotaque acentuado e quase cantado de Suassuna, paraibano reconhecido por obras diversas, que passam pela dramaturgia, romance, poesia e crítica das artes e das culturas. 

Os organizadores do evento e secretários do Governo do Distrito Federal iniciaram a homenagem. O secretário de Educação, Marcelo Aguiar, subiu ao palco sob vaias. Depois, ele mesmo entregou o Troféu Bienal para o escritor. 

À vontade com a plateia que lotou o Museu da República e calou para escutá-lo, Suassuna começou pedindo desculpas, em tom de brincadeira, “por minha voz, que é feia, baixa, fraca e rouca”. Ele contou causos, fez piada com o esquecimento causado pela velhice e confessou o amor pela esposa, Zélia, com quem “namora” desde 16 de agosto de 1947 – fez questão de registrar. Apaixonado e apreciador do “rir e do fazer rir”, como destacou, o escritor e defensor da cultura popular, aos 86 anos, prepara-se para lançar um romance epistolar chamado Um Jumento Sedutor. 

A arte da produção de tantas obras foi apresentada para a plateia, por meio de muitas histórias. Suassuna mostrou com causos o domínio da filosofia da arte, relembrou os tempos de professor de estética na Universidade Federal de Pernambuco, comprovou conceitos de Aristóteles sobre a essência do cômico - “uma desarmonia de pequenas proporções e sem consequências dolorosas” - e defendeu as personagens que criou, em especial João Grilo, o protagonista de O Auto da Compadecida. 

Ironizando os críticos de suas obras, disse que logo que a maior delas foi lançada, em 1956, “chamavam João Grilo de anti-herói e o comparavam ao Macunaíma, coisa que eu não gostava não. E não gosto até hoje”. O autor defende que o personagem é um herói que “vence o clero corrupto, os proprietários rurais e até o diabo”, assevera, para então referir-se à astúcia como estratégia de sobrevivência usada pelos nordestinos que povoam seus escritos. 

Do Nordeste, foram lembrados ainda, durante a homenagem, outros escritores, como José Lins do Rego e Jorge Amado. O coordenador da Bienal, Nilson Rodrigues, destacou que o troféu conferido a Suassuna é também uma “homenagem aos escritores nordestinos que enriqueceram nossa cultura e fizeram grande a cultura brasileira”. Explicando as escolhas feitas pela organização do evento, ele destacou que Ariano Suassuna e Eduardo Galeano, os dois homenageados da Bienal, “produziram obras que representam a síntese do povo latino-americano”. Povo que Suassuna fez questão de chamar de “grande”, ao pedir paciência à plateia com as dificuldades enfrentadas pelo Brasil. “A gente vai ter um país à altura desse grande povo que é o nosso”, afirmou. 

Editor: Stênio Ribeiro 

Fonte: http://ebc.com.br


A ideia de desenvolvimento nega a identidade dos povos, diz Mia Couto


Escritor moçambicano criticou a ideia de que a natureza
pode ser “controlada, administrada”. Para ele, é preciso 
localizar as razões pelas quais o mundo enfrenta, hoje, 
uma crise ambiental profunda 
(Luís Miguel Martins / Creative Commons)
A utopia do desenvolvimento sustentável foi o tema do debate que reuniu cientistas, escritores e até presidente da República, na 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, hoje (16), em Brasília. O escritor moçambicano Mia Couto criticou a ideia de que a natureza pode ser “controlada, administrada”. Para ele, é preciso localizar as razões pelas quais o mundo enfrenta, hoje, uma crise ambiental profunda: “Esse sistema não está mal porque não anda bem. Está mal porque produz miséria, desigualdade, causa ruptura em modos que vida que aí, sim, poderiam ser sustentáveis”.

Crítico da ideia de desenvolvimento sustentável, o escritor e também biólogo avalia que a ideia de desenvolver traz uma negação. “Estamos retirando o núcleo central, o ambiente. E essa negação é a negação da identidade cultural dos povos que foram expropriados”. Povos cujos modos de vida poderiam inspirar uma relação do homem com a natureza, que seja baseada no respeito e não na compreensão “de que a natureza pode ser vista como um recurso natural”, segundo Mia Couto.

Integrante do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, ligado às Organizações das Nações Unidas (ONU), o cientista Carlos Nobre defendeu a ideia de desenvolvimento sustentável. A sustentabilidade, para ele, deixaria de ser um adjetivo do desenvolvimento para transformar-se em substantivo que explica a relação com o mundo ou desejos, como felicidade, equidade e justiça. Ele destacou a gravidade das mudanças climáticas e os impactos ambientais decorrentes delas: “Os riscos que estamos colocando para o planeta, nas próximas décadas, séculos e milênios, são enormes. Nós estamos conduzindo a biologia do planeta à sexta grande extinção. Nós estamos produzindo, por ações humanas, a extinção de até 40% das espécies”.

O presidente de Gana, Dramani Mahama, que é historiador e especialista em uso de tecnologia para a agricultura, alertou para a necessária mudança no comportamento dos seres humanos. “Se não criarmos uma teoria que nos ajude a sustentar a raça humana no mundo e continuarmos com essas taxas de consumo, o que vai acontecer com a raça humana?”, questionou, ao destacar que a população despeja diariamente a mesma quantidade de alimento que consome, e que, por outro lado, falta alimento a parte da população. “Nós precisamos aprender a existir com todas as espécies em nosso planeta, que é o único que temos. E nós só vamos aprender se mudarmos nosso conceito de felicidade e de bem-estar”, sentenciou.

A mudança de paradigma, que conduza a outra relação com a natureza, para os debatedores, deve começar desde já. A tecnologia e a inteligência humana devem ser usadas como ferramentas para a superação da crise atual, e a literatura deve ser capaz de despertar sensibilidades e reflexões. Para a Agência Brasil, Mia Couto disse que a literatura pode, desde já, "mostrar que o ambiente não é assim como nós o arrumamos; mas é tudo; não está fora de nós; está dentro de nós. A literatura pode fazer, e deve fazer essa denúncia daquilo que é uma espécie de fabricação permanente da desigualdade e da miséria”, afirmou. Crítico da situação atual, o escritor alertou: “Nós estamos falando de uma situação que poderá ser catastrófica. Mas para dois terços da humanidade, essa catástrofe já está aqui e vem por causa da fome, da guerra”.

Editor Stênio Ribeiro

Fonte: http://ebc.com.br

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